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Dúvidas

– Não importa o tipo de depilação que eu use, parte dos pelos das minhas pernas acaba nascendo por baixo da pele, não ficando aparente como os outros. Por que isso acontece?
A esta alteração, bem comum, se dá o nome de pseudofoliculite. Essa sensação de que os pelos nascem por baixo da pele ocorre porque, após raspada, ou quando cresce, a ponta fina do pelo curvo logo penetra na pele, a uma distância de 1 a 2 mm de onde este pelo saiu; ou seja, após os cabelos surgirem à superfície, eles logo encurvam-se e encravam-se na pele, muitas vezes evoluindo para alterações inflamatórias. Pelas características dos pelos (mais enrolados), o problema ocorre mais comumente nos indivíduos morenos.
Uma solução seria deixar o pelo crescer, porém, a terapia realmente eficaz é a depilação a laser, que leva à redução prolongada e, muitas vezes, permanente da quantidade de pelos.

– Quem tem queloide pode fazer tatuagem?
Poderíamos definir queloide como uma proliferação de tecido fibroso que surge em seguida a uma lesão na pele. A formação de queloide é uma das possíveis complicações das tatuagens, sendo que, muitos dos lasers indicados para sua retirada, quando realizados em parâmetros inadequados, em pacientes com tendência à formação de cicatrizes altas, pele escura e/ou negros, têm potencial para complicações e mesmo formação de queloides. Sendo assim, no geral, pesando risco/benefício, eu não recomendo aos pacientes com tendência à formação de queloides que façam tatuagem.

– Fui à podóloga e ela disse que eu estou com um olho de peixe. O que exatamente é isso e qual o tratamento?
O popularmente conhecido olho de peixe nada mais é do que uma verruga plantar, isto é, uma verruga na sola do pé. Por sua localização, não tem aquela apresentação típica elevada, e acaba “crescendo para dentro” (por pressão contrária). É assim chamada por possuir um anel de espessamento de pele, com pontos negros que correspondem a microvasos rompidos. Em relação ao tratamento, existem diversos disponíveis. A escolha do ideal vai depender tanto da experiência do dermatologista quanto do estilo de vida do paciente.

– Que cuidados as diabéticas devem ter na hora da pedicure, para deixar os pés mais bonitos sem correr o risco de ter pé diabético?
Antes de tudo, as diabéticas devem estar cientes da necessidade de consultar com regularidade seu endocrinologista para realização dos exames de rotina e controle dos níveis de glicose e medicação.
Para evitar o pé diabético, os cuidados não se limitam apenas à hora da pedicure; devem se tornar um hábito diário. Todos os dias, as pacientes têm que fazer uma “vistoria” à procura de possíveis cortes, feridas, frieiras, bolhas e alteração nas unhas, além de manter os pés limpos e secos, não usar calçados apertados e calçá-los, preferencialmente, com meias.
Na pedicure, a recomendação é o corte das unhas de modo reto, sem fazer pontas ou arredondamentos excessivos no cantos. A tesoura ideal é a de ponta romba ou pode-se usar o cortador de unhas. Preferencialmente, cutículas não devem ser retiradas.
Caso a paciente apresente unhas encravadas, descoladas, com alterações na cor ou espessura, é de extrema importância que procure o quanto antes um dermatologista para avaliar o melhor procedimento a seguir.

– Tratei uma micose nas costas durante 6 anos e o último exame de raspagem indicou que estou curada. Porém, a cor da pele não voltou ao normal. Por que?
Possivelmente, trata-se de um caso de pitiríase versicolor, popularmente conhecida como “pano branco”. Esta doença se caracteriza pelo reaparecimento após períodos de cura, por isso o longo período de tratamento (6 anos). Muitas vezes, após seu tratamento, observamos manchas claras, sem a presença de escamas, que podem assim permanecer por meses. Esta alteração ocorre porque o fungo é capaz de alterar o mecanismo de formação de melanina, levando a uma menor produção deste pigmento, responsável pela cor da pele.

– O que eu posso fazer para me livrar da rosácea?
A rosácea tem apresentação clínica variada. As principais são: vermelhidão e vasinhos na face, pequenas elevações avermelhadas e/ou com pus (como “espinhas”) e crescimento exagerado das glândulas sebáceas do nariz, com poros bem visíveis.
De acordo com o tipo de apresentação, o dermatologista vai guiar o tratamento. Atualmente, estão disponíveis tratamentos com medicamentos de aplicação local e terapias orais, com respostas variáveis. Uma excelente opção é a luz intensa pulsada, que trata com efetividade alguns dos componentes da rosácea.

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