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Problemas de pele durante o período de primavera/verão

Durante os dias mais quentes, transpiramos mais e, esse aumento do suor, nos torna mais suscetíveis a infecções bacterianas e fúngicas. Este acometimento pode ser percebido, principalmente, em regiões de dobras, como axilas e virilhas, e entre dedos dos pés. Além do aumento da transpiração, nessas estações, com a maior exposição solar, água do mar e piscina, a pele perde, de certa forma, sua camada lipídica “de proteção”, o que também a deixa mais vulnerável às infecções e processos inflamatórios no geral. Abaixo, os problemas com maior incidência no período:

Herpes labial:

Uma das doenças que têm grande associação com os períodos mais quentes, pois dentre seus principais fatores desencadeantes está a exposição solar. Para evitar seu aparecimento, use sempre protetor solar e labial, com FPS mínimo de 30, e não se submeta à exposição solar prolongada, principalmente no horário das 10h às 16h.

• Micoses superficiais:

Diferentes tipos de micoses se manifestam nesta época do ano, localizadas na pele ou em regiões como unhas e cabelos. A “micose de praia” ou “pano branco” (pitiriase versicolor) se caracteriza por manchas claras, principalmente no rosto e região do peito. Ao contrário do que muitos imaginam, ela não é adquirida na praia. É um fungo que já existe na pele, mas só é notado quando se está bronzeado. As manchas também podem ser escuras. O tratamento deve ser feito com orientação médica. Outro problema comum é a dermatofitose marginada (ou tinea cruris), típica em homens que passam muito tempo com o calção de banho molhado, seguido de períodos de suor intenso. Este hábito propicia um ambiente quente e úmido favorável ao surgimento de fungos, causando coceira na virilha, que pode persistir após o verão. Mantenha a região seca e procure um médico se o problema se manifestar.

• Manchas:

As manchas podem ser causadas por diferentes motivos, e são mais comuns em peles morenas e orientais. O protetor solar costuma evitar boa parte delas, mas cautela também ajuda. Um tipo de problema comum é a fitofotodermatose. Apesar do nome complicado, ela é velha conhecida dos brasileiros que se aventuram a fazer caipirinhas e se expor ao sol na sequência, podendo resultar em queimaduras de 3º grau. O contato com frutas cítricas ou sorvetes cítricos não industrializados deve ser seguido de uma lavagem com água e sabão cuidadosa e aplicação do protetor solar para evitar lesões em mãos e lábios.

• Excesso de oleosidade:

Algumas regiões do corpo, onde há uma maior concentração de glândulas sebáceas (responsáveis pela produção de sebo), vão apresentar mais oleosidade no verão. Como o protetor solar será mais indispensável do que nunca, a saída é buscar fórmulas leves, livres de óleo (oil free), em gel, à base de água ou em aerossol. A acne também pode afetar regiões como tronco e nádegas, devido ao excesso de suor. O problema pode ser evitado com uso de roupas adequadas para as altas temperaturas, passando longe de meias de seda ou jeans muito grossos.

• Queimaduras:

Causadas pelo excesso de exposição solar, costumam ser de 1º e 2º graus. As primeiras só atingem a epiderme, causando vermelhidão. Já a presença de bolhas indica uma gravidade maior – e cuidados idem, caracterizando a queimadura de 2º grau. A prevenção pede filtro solar adequado ao seu tipo de pele, com fator mínimo de 15, sendo aplicado inicialmente ao menos 30 minutos antes de sair de casa, com reaplicação a cada duas horas, ou após mergulhos e suor excessivo. Também é melhor evitar a exposição entre 10h e 16h, horário de maior incidência dos raios ultravioletas. Quando ocorrer uma queimadura, deve-se lavar o local com água corrente – nunca água do mar, e não aplicar nenhuma pomada ou creme sem orientação médica.

• Pelos encravados:

Com a pele à mostra, mulheres e homens acabam se depilando com maior frequência, propiciando o surgimento de pelos encravados. A recomendação é utilizar lâmina, pois os métodos que arrancam o pelo pela raiz, como a cera, aumentam a possibilidade de encravamento. Nunca faça a depilação a seco, sem água e alguma substância emoliente, como sabonete líquido. Passe a gilete sempre no sentido do crescimento dos pelos e aplique um hidratante logo em seguida. Outra opção são os aparelhos depilatórios, que cortam o pelo ao nível da pele, sem arrancá-los, ou os cremes. Estes últimos, no entanto, exigem cuidado, pois podem provocar alergias devido às suas substâncias químicas, que agem na eliminação do pelo. Faça um teste prévio, que é normalmente recomendado pelos fabricantes na embalagem.

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